terça-feira, 19 de julho de 2016

Reflexão pós-aula 21/06
Nesta aula, o nosso colega João Marcos fez  a exposição de suas reflexões sobre o texto Sismologia da Performance: Ritual, Drama e Play na Teoria Antropológica, de Jonh C. Dawsey, escolhido por ele. João começa destacando a questão do “ruído”, diz que é o que está à margem, uma área interdisciplinar dentro de uma disciplina interdisciplinar. No meu ponto de vista, o ruído é tudo que não está na mesma freqüência, que destoa dentro de um contexto; é o causa inquietações e isto nos fazer sentir provocados,  para que façamos algo para transformar e ressignificar este “drama social”; o problema se encontra no ruído, que é o cerne da questão e onde estão os questionamentos e os estranhamentos, e o que precisa ser investigado.
A professora provoca João Marcos,  com o questionamento: Como compreender os ruídos que são deixados no ciberespaço, através do consumo do produto do canal Porta dos Fundos (objeto de pesquisa de João)? E o que isto revela?  Ressalta-se  que é necessário calcular o lugar olhado das coisas e o lugar sentido das coisas, pois estão conectados. Considerando a performance como campo liminar pela fragmentação das relações e do acabamento das coisas e dificuldade de significar o mundo;  João Marcos se pergunta: Será que essa dificuldade de significar o mundo não se daria por causa de uma falta capacidade critica de se ler e de se entender o mundo?
João acredita que o conceito de play abrange mais do que o conceito de jogo,  analisando os conceitos de ritual, drama e play. Como identificar estes momentos de suspensão nos dias de hoje, quando o drama traz o teatro do cotidiano e a suspensão de papéis? E qual suspensão pode se promover pela apreciação estética digital? Os elementos do drama social (crise, ruptura, estabelecimento do problema, e a reparação) devem ser levados em conta para toda esta análise e identificação do problema.
 O momento político atual do Brasil foi outra questão levantada por João; pela falta de condições para se tomar decisões definitivas; pode se dizer que, estamos num processo de suspensão; por outro alado, a professora esclarece que é preciso entender este momento para entender a questão; vai depender do ponto de análise para saber se há uma crise e se está acontecendo uma suspensão de papéis, fundamentando e recortando este possível conflito.
A professora destaca que a sismologia da performance parte do ruído, o conflito é um ruído, os ruídos mais interessantes são os produzidos pelas próprias performances, nos momentos de interrupção da vida cotidiana. Ela lança o seguinte questionamento para o nosso colega João: O que vai conceber como ruído no Porta dos Fundos promovido pelo ciberespaço? Segundo a professora, é preciso estabelecer critérios para identificar estes ruídos, e calcular o lugar sentido das coisas (a cultura digital); considerando que a percepção crítica pode ser provocada, e intensifica com o estabelecimento do intento pedagógico; é importante  analisar  se a consumação estética do Porta dos Fundos reflete o drama, no mundo “líquido” cibernético. Seria a falta de criticidade? Como isso é consumido? Como estará sendo fluido esse ruído no mundo digital  através desse produto?Estas perguntas serão respondidas através da pesquisa realizada.
Uma sugestão da professora é que todos façam uma estrutura de análise do objeto de pesquisa de cada um, pelas performances culturais, pensando no ruído e no drama social, é necessário intensificar o conflito para o estudo de pesquisa,  considerando a crise, a intensificação da crise, a ruptura e a reparação, num determinado contexto social; numa sociedade  “adoecida”, não se intensifica e nem se vive a crise, que é o ponto agudo do cerne da questão.
Uma questão foi colocada na aula por uma colega, quando ela faz uma interpretação de ruído de uma outra forma; e diz que , no seu ponto de vista, ruído não é a mesma coisa que conflito, ela entende que os ruídos são as sobras e o que sai do controle. A professora explica que o controle é exatamente o oposto do conflito, quando os dominadores/controladores perdem o domínio encontra-se o conflito.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
DAWSEY, J. Sismologia da Performance: Ritual, drama e play na Teoria Antropológica. Revista de Antropo, USP 2007 V50 número 2.