Reflexão pós-aula 21/06
Nesta aula, o nosso colega João Marcos fez a exposição de suas reflexões sobre o texto Sismologia da Performance: Ritual, Drama e
Play na Teoria Antropológica, de Jonh C. Dawsey, escolhido por ele. João
começa destacando a questão do “ruído”, diz que é o que está à margem, uma área
interdisciplinar dentro de uma disciplina interdisciplinar. No meu ponto de
vista, o ruído é tudo que não está na mesma freqüência, que destoa dentro de um
contexto; é o causa inquietações e isto nos fazer sentir provocados, para que façamos algo para transformar e
ressignificar este “drama social”; o problema se encontra no ruído, que é o
cerne da questão e onde estão os questionamentos e os estranhamentos, e o que
precisa ser investigado.
A professora provoca João Marcos, com o questionamento: Como compreender os
ruídos que são deixados no ciberespaço, através do consumo do produto do canal Porta dos Fundos (objeto de pesquisa de
João)? E o que isto revela? Ressalta-se
que é necessário calcular o lugar olhado das coisas e o lugar sentido
das coisas, pois estão conectados. Considerando a performance como campo liminar pela fragmentação das relações e do
acabamento das coisas e dificuldade de significar o mundo; João Marcos se pergunta: Será que essa dificuldade
de significar o mundo não se daria por causa de uma falta capacidade critica de
se ler e de se entender o mundo?
João acredita que
o conceito de play abrange mais
do que o conceito de jogo, analisando os conceitos de ritual, drama e play. Como identificar estes momentos de
suspensão nos dias de hoje, quando o drama
traz o teatro do cotidiano e a suspensão de papéis? E qual suspensão pode
se promover pela apreciação estética digital? Os elementos do drama social
(crise, ruptura, estabelecimento do problema, e a reparação) devem ser levados
em conta para toda esta análise e identificação do problema.
O momento
político atual do Brasil foi outra questão levantada por João; pela falta de
condições para se tomar decisões definitivas; pode se dizer que, estamos num
processo de suspensão; por outro alado, a professora esclarece que é preciso
entender este momento para entender a questão; vai depender do ponto de análise
para saber se há uma crise e se está acontecendo uma suspensão de papéis,
fundamentando e recortando este possível conflito.
A professora destaca que a sismologia da performance
parte do ruído, o conflito é um ruído, os ruídos mais interessantes são
os produzidos pelas próprias performances, nos momentos de interrupção da vida
cotidiana. Ela lança o seguinte questionamento para o nosso colega João: O que
vai conceber como ruído no Porta dos
Fundos promovido pelo ciberespaço? Segundo a professora, é preciso
estabelecer critérios para identificar estes ruídos, e calcular o lugar sentido das coisas (a cultura digital); considerando
que a percepção crítica pode ser provocada, e intensifica com o estabelecimento
do intento pedagógico; é importante analisar
se a consumação estética do Porta dos Fundos reflete o drama, no
mundo “líquido” cibernético. Seria a
falta de criticidade? Como isso é consumido? Como estará sendo fluido esse ruído
no mundo digital através desse produto?Estas
perguntas serão respondidas através da pesquisa realizada.
Uma sugestão da professora é que todos façam uma
estrutura de análise do objeto de pesquisa de cada um, pelas performances
culturais, pensando no ruído e no drama social, é necessário intensificar
o conflito para o estudo de pesquisa,
considerando a crise, a intensificação da crise, a ruptura e a reparação,
num determinado contexto social; numa sociedade “adoecida”, não se intensifica e nem se vive a
crise, que é o ponto agudo do cerne da questão.
Uma questão foi colocada na aula por uma colega, quando
ela faz uma interpretação de ruído de
uma outra forma; e diz que , no seu ponto de vista, ruído não é a mesma coisa que conflito,
ela entende que os ruídos são as
sobras e o que sai do controle. A professora explica que o controle é
exatamente o oposto do conflito, quando os dominadores/controladores perdem o domínio
encontra-se o conflito.
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
DAWSEY, J. Sismologia da Performance: Ritual, drama e
play na Teoria Antropológica. Revista de Antropo, USP 2007 V50 número 2.
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