Reflexão pós-aula 31/05
A aula se inicia com a colega Luz Marina fazendo uma
exposição dos dois textos escolhidos por ela e suas observações. Os artigos são:
CUNHA, Fernanda Pereira da. “E-Arte/Educação
Crítica” e CUNHA, Fernanda Pereira da. “Performances
culturais intermidiáticas. Você tem fome de quê? Consumo de sinais”; e fala
de forma resumida sobre cada um dos textos.
Luz Marina conta sobre sua experiência em uma escola
na Comunidade Kalunga, onde foi instalado um ponto de internet; ela nos relata
que os alunos estão se adaptando bem com a novidade, mas os professores ainda
sentem um pouco de “medo” da tecnologia da informática e do mundo virtual, e
encontram mais dificuldades em se adaptarem. Ela destaca a ressignificação das Artes nas
escolas da rede pública do Estado, (ela trabalha no projeto de arte educação
“Ciranda da Arte”, do governo estdual) e apresenta os seguintes questionamentos
“Como a Ciranda da Arte pode dialogar
com os professores da comunidade Kalunga?” e “Como as performances arte educativas
tem acontecido na rede?” Ela fala da importância em ressignificar as práticas
com os professores através de um trabalho de formação; considerando uma maneira de combater o receio
que os professores tem do ambiente virtual, tentando aproximá-los das
tecnologias para que eles se tornem mais próximos aos alunos. Outra questão
citada por Luz Marina foi o fato de que o consumo da tecnologia de forma
desordenada e exagerada, está fazendo
com que as pessoas da comunidade desprezem a sua cultura e que se afastem de
suas tradições culturais.
A professora Fernanda lança a questão “Você tem fome
de quê?”, para que seja questionada a problemática do trabalho investigativo de
cada um, deixando a reflexão sobre pensamento e palavra. Luz Marina cita a área
de música que é sua especialidade, relatando que quando se fala em música, ela
pensa na linguagem musical, na estrutura musical. A professora cita o clipe de Lady Gaga, que
foi instrumento de pesquisa, e diz que quando se fala em música ela pensa na
letra, e lembra das imagens do clipe que são muito fortes. E propõe questionamentos
para se trabalhar na arte educação (neste caso, a música): “Qual o interesse de
um aluno pela música?”, “O que é a música para eles?” e “Como e porque a música
chega nas pessoas?”. Acredita-se que tudo tem relação, e tudo é inter disciplinar;
mas tem a questão de que as pessoas
querem ouvir as músicas que estão na mídia, e que é necessário trabalhar com os
educandos a formação de platéia nas escolas para amplificar a cultura musical,
com uma formação ampla e de pensamento crítico, não só para os estudantes, mas
para todas as pessoas. No meu caso, a área é o teatro, é muito importante a formação
do senso crítico no educando, independente das técnicas teatrais, seja para ajudá-lo a se tornar um profissional
da área ou usar o teatro, pela sua ação transformadora, na formação do
indivíduo; ainda ressalto que a cultura digital, como as diversas linguagens
artísticas, só agregam no processo aprendizagem através teatro educação.
Na continuidade da aula foi retomado o assunto da
internet, destacando a existência da fobia de usar os meios digitais; a professora aponta uma questão interessante,
ela diz que os professores, geralmente, são “tecnofóbicos”
e os alunos são “tecnomainácos”,
devido à diferença da idade influenciar no domínio da tecnologia; para as novas
gerações, a tecnologia sempre fez parte da vida, e a velocidade das inovações
tecnológicas são absorvidas mais facilmente; ressaltando
que a maioria dos professores só usam esses meios como ferramenta e não como
instrumentos de formação, talvez pelo fato de não dominarem a tecnologia; e o aluno pode consumir o lixo
da internet, por não saber usar de forma mais positiva, por isso a importância
do professor se aprofundar melhor, para saber usar esta ferramenta a favor da
formação do individuo, deixar de ver a tecnologia só para ensinar recursos, mas
para formar através dela; é preciso entender o que é cultura digital.
O que é cultura digital? Outro assunto tratado na
aula foi sobre elementos da cultura digital: “som, imagem e texto”; e cada pessoa vai olhar mais pelo seu centro
de interesse, do que cada um tem fome; o
aluno tem fome das coisas, e o bom educador não leva o aluno o lixo, mas o tira
do lixo, pois só se sabe que está no lixo quando sair dele, e depois juntos
recolherem o lixo.
A educação na cultura brasileira também foi colocada
em questão na aula; uma colega menciona que nossa cultura é deformativa e não incentiva o saber, mas
simplesmente o que a pessoa tem que saber. Foi dito que a cultura massiva educa
para o aluno não perguntar, pois o professor já chega com respostas e não
problematiza as questões; a problematização faz com que o aluno forme seu
pensamento. Eu penso que na nossa cultura, muitas vezes, as pessoas são
educadas para dar valor ao que vem de fora, deixando de lado o que é nosso,
nossa diversidade e riqueza cultural, para assimilar e repetir outras culturas,
como macacos de imitação; é importante conhecer outras culturas, mas é
essencial viver o que é nosso, pois o que é nosso é o que somos.
Finalizando a aula, a professora propõe uma
atividade/desafio, que é a construção de um plano de intervenção
arte/educativa, com o eixo matriz “A pedagogia do questionamento”, levando em
conta a percepção do educador para identificar o centro de interesse,
identificar um problema com intento pedagógico digital; ou seja; pedagogia do questionamento digital.
Partindo de quatro eixos: “O que ensinar?” (conteúdo), “Para que ensinar?”
(objetivo), “Quem ensinar?” (público alvo) e “Como ensinar? (maneira/abordagem)”
REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA, Fernanda Pereira
da. E-Arte/Educação Crítica. São
Paulo: Editora Annablume, 2012.
CUNHA, Fernanda Pereira
da. Performances culturais
intermidiáticas. Você tem fome de quê? Consumo de sinais. In: ENCONTRO
NACIONAL ANPP (ASSOSSIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁTICAS), 21.,
2012, Rio de Janeiro, RJ, Anais... Rio
de Janeiro, set. 2012.
Primeiro
esboço do Plano de Intervenção Arte/Educativa:
“Selfiejornalismo
e o Teatro Educação” (possível título/sugerido pela professora Fernanda)
Primeiro momento:
- Apresentações
pessoais
- Alongamento
- Aquecimento corporal
(dinâmicas e jogos teatrais)
- Roda de conversa sobre o teatro, as selfies,
e a realidade sócio cultural de cada participante (depoimentos sobre assuntos que consideram problemas dentro
do contexto sócio-cultural de cada um)
- Divisão da turma em
grupos, cada grupo vai eleger “problema”
mais importante a ser tratado, trazidos pelos participantes de cada grupo para
ser encenado na aula.
- Encenações improvisadas
dos temas escolhidos por cada grupo, e
um participante escolhido de cada grupo irá fotografar com o celular a
performance com características de fotojornalismo.
- Sugestão para o
segundo momento: Cada participante irá fazer uma selfie com o próprio celular,
onde o contexto da fotografia, como pano de fundo, será o próprio ambiente em
que cada um vive e, se possível, mostrar uma questão considerada um “problema
social” no contexto sócio/cultural de cada participante.
Segundo momento:
- Alongamento
- Aquecimento corporal
(dinâmicas e jogos teatrais)
- Apresentação da
selfies de cada um pra a turma inteira, e cada participante irá falar sobre que
“problema” escolheu para fazer sua selfie.
- Trabalhar as
encenações realizadas no primeiro momento (aplicação de técnicas teatrais e
ensaios).
Terceiro momento
(aberto aos familiares e convidados dos alunos):
- Exposição fotográfica
das selfies.
- Apresentações
teatrais das cenas trabalhadas no primeiro e no segundo momento.
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