segunda-feira, 20 de junho de 2016

Reflexão pós-aula 31/05
A aula se inicia com a colega Luz Marina fazendo uma exposição dos dois textos escolhidos por ela e suas observações. Os artigos são: CUNHA, Fernanda Pereira da. “E-Arte/Educação Crítica” e CUNHA, Fernanda Pereira da. “Performances culturais intermidiáticas. Você tem fome de quê? Consumo de sinais”; e fala de forma resumida sobre cada um dos textos.
Luz Marina conta sobre sua experiência em uma escola na Comunidade Kalunga, onde foi instalado um ponto de internet; ela nos relata que os alunos estão se adaptando bem com a novidade, mas os professores ainda sentem um pouco de “medo” da tecnologia da informática e do mundo virtual, e encontram mais dificuldades em se adaptarem.  Ela destaca a ressignificação das Artes nas escolas da rede pública do Estado, (ela trabalha no projeto de arte educação “Ciranda da Arte”, do governo estdual) e apresenta os seguintes questionamentos “Como a Ciranda da Arte pode dialogar com os professores da comunidade Kalunga?” e “Como as performances arte educativas tem acontecido na rede?” Ela fala da importância em ressignificar as práticas com os professores através de um trabalho de formação;  considerando uma maneira de combater o receio que os professores tem do ambiente virtual, tentando aproximá-los das tecnologias para que eles se tornem mais próximos aos alunos. Outra questão citada por Luz Marina foi o fato de que o consumo da tecnologia de forma desordenada e exagerada, está  fazendo com que as pessoas da comunidade desprezem a sua cultura e que se afastem de suas tradições culturais.
A professora Fernanda lança a questão “Você tem fome de quê?”, para que seja questionada a problemática do trabalho investigativo de cada um, deixando a reflexão sobre pensamento e palavra. Luz Marina cita a área de música que é sua especialidade, relatando que quando se fala em música, ela pensa na linguagem musical, na estrutura musical.  A professora cita o clipe de Lady Gaga, que foi instrumento de pesquisa, e diz que quando se fala em música ela pensa na letra, e lembra das imagens do clipe que são muito fortes. E propõe questionamentos para se trabalhar na arte educação (neste caso, a música): “Qual o interesse de um aluno pela música?”, “O que é a música para eles?” e “Como e porque a música chega nas pessoas?”. Acredita-se que tudo tem relação, e tudo é inter disciplinar; mas tem  a questão de que as pessoas querem ouvir as músicas que estão na mídia, e que é necessário trabalhar com os educandos a formação de platéia nas escolas para amplificar a cultura musical, com uma formação ampla e de pensamento crítico, não só para os estudantes, mas para todas as pessoas. No meu caso, a  área é o teatro, é muito importante a formação do senso crítico no educando, independente das técnicas teatrais,  seja para ajudá-lo a se tornar um profissional da área ou usar o teatro, pela sua ação transformadora, na formação do indivíduo; ainda ressalto que a cultura digital, como as diversas linguagens artísticas, só agregam no processo aprendizagem através teatro educação.
Na continuidade da aula foi retomado o assunto da internet, destacando a existência da fobia de usar os meios digitais;  a professora aponta uma questão interessante, ela diz que os professores, geralmente, são “tecnofóbicos” e os alunos são “tecnomainácos”, devido à diferença da idade influenciar no domínio da tecnologia; para as novas gerações, a tecnologia sempre fez parte da vida, e a velocidade das inovações tecnológicas são absorvidas mais facilmente;   ressaltando que a maioria dos professores só usam esses meios como ferramenta e não como instrumentos de formação, talvez pelo fato de não dominarem  a tecnologia; e o aluno pode consumir o lixo da internet, por não saber usar de forma mais positiva, por isso a importância do professor se aprofundar melhor, para saber usar esta ferramenta a favor da formação do individuo, deixar de ver a tecnologia só para ensinar recursos, mas para formar através dela; é preciso entender o que é cultura digital.
O que é cultura digital? Outro assunto tratado na aula foi sobre elementos da cultura digital: “som, imagem e texto”; e cada pessoa vai olhar mais pelo seu centro de interesse, do que cada um tem fome;  o aluno tem fome das coisas, e o bom educador não leva o aluno o lixo, mas o tira do lixo, pois só se sabe que está no lixo quando sair dele, e depois juntos recolherem o lixo.
A educação na cultura brasileira também foi colocada em questão na aula; uma colega menciona que nossa cultura é deformativa e não incentiva o saber, mas simplesmente o que a pessoa tem que saber. Foi dito que a cultura massiva educa para o aluno não perguntar, pois o professor já chega com respostas e não problematiza as questões; a problematização faz com que o aluno forme seu pensamento. Eu penso que na nossa cultura, muitas vezes, as pessoas são educadas para dar valor ao que vem de fora, deixando de lado o que é nosso, nossa diversidade e riqueza cultural, para assimilar e repetir outras culturas, como macacos de imitação; é importante conhecer outras culturas, mas é essencial viver o que é nosso, pois o que é nosso é o que somos.
Finalizando a aula, a professora propõe uma atividade/desafio, que é a construção de um plano de intervenção arte/educativa, com o eixo matriz “A pedagogia do questionamento”, levando em conta a percepção do educador para identificar o centro de interesse, identificar um problema com intento pedagógico digital; ou seja; pedagogia do questionamento digital. Partindo de quatro eixos: “O que ensinar?” (conteúdo), “Para que ensinar?” (objetivo), “Quem ensinar?” (público alvo) e “Como ensinar? (maneira/abordagem)”

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
CUNHA, Fernanda Pereira da. E-Arte/Educação Crítica. São Paulo: Editora Annablume, 2012.
CUNHA, Fernanda Pereira da. Performances culturais intermidiáticas. Você tem fome de quê? Consumo de sinais. In: ENCONTRO NACIONAL ANPP (ASSOSSIAÇÃO NACIONAL DE PESQUISADORES EM ARTES PLÁTICAS), 21., 2012, Rio de Janeiro, RJ, Anais... Rio de Janeiro, set. 2012.






Primeiro esboço do Plano de Intervenção Arte/Educativa:
“Selfiejornalismo e o Teatro Educação” (possível título/sugerido pela professora Fernanda)
Primeiro momento:
- Apresentações pessoais
- Alongamento
- Aquecimento corporal (dinâmicas e jogos teatrais)
-  Roda de conversa sobre o teatro, as selfies, e a realidade sócio cultural de cada participante (depoimentos  sobre assuntos que consideram problemas dentro do contexto sócio-cultural de cada um)
- Divisão da turma em grupos, cada grupo vai eleger “problema” mais importante a ser tratado, trazidos pelos participantes de cada grupo para ser encenado na aula.
- Encenações improvisadas dos temas escolhidos por cada grupo,  e um participante escolhido de cada grupo irá fotografar com o celular a performance com características de fotojornalismo.
- Sugestão para o segundo momento: Cada participante irá fazer uma selfie com o próprio celular, onde o contexto da fotografia, como pano de fundo, será o próprio ambiente em que cada um vive e, se possível, mostrar uma questão considerada um “problema social” no contexto sócio/cultural de cada participante.

Segundo momento:
- Alongamento
- Aquecimento corporal (dinâmicas e jogos teatrais)
- Apresentação da selfies de cada um pra a turma inteira, e cada participante irá falar sobre que “problema” escolheu para fazer sua selfie.
- Trabalhar as encenações realizadas no primeiro momento (aplicação de técnicas teatrais e ensaios).

Terceiro momento (aberto aos familiares e convidados dos alunos):
- Exposição fotográfica das selfies.

- Apresentações teatrais das cenas trabalhadas no primeiro e no segundo momento. 

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